sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Arquitetura Moderna

O Modernismo foi um movimento artístico e cultural que se iniciou na Europa e começou a ter seus ideais difundidos no Brasil a partir da primeira década do século XX, através de manifestos de vanguarda, principalmente em São Paulo. Os arquitetos modernistas buscavam o racionalismo e funcionalismo em seus projetos, sendo que as obras deste estilo apresentavam como características comuns formas geométricas definidas, sem ornamentos; separação entre estrutura e vedação. A primeira obra moderna de repercussão nacional foi o prédio do Ministério da Educação e Saúde  MÊS, cujo projeto foi realizado em 1936, no governo de Getúlio Vargas, por uma equipe de arquitetos: Oscar Niemeyer, Affonso Eduardo Reidy, Carlos Leão, Jorge Moreira e Ernani Vasconcelos, liderados por Lúcio Costa.

A imagem de modernidade e progresso que o prédio do Ministério representava estava também vinculada aos ideais de inovação pretendidos pelo Estado Novos regime político autoritário que vigorou até 1945, quando da deposição de Vargas.







http://pt.scribd.com/doc/49806116/Arquitetura-Moderna-Brasileira

Falar em arquitetura moderna sem citar a cidade de Brasília é um lapso imperdoável. A cidade é a síntese de tal movimento e em sua concepção se encontram todos os princípios que norteiam os ideais de uma cidade moderna. Não somente na arquitetura de seus edifícios, mas também em sua organização espacial. Desde 1987 a cidade tornou-se Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade, título concedido pela UNESCO, exatamente por ser um ícone da arquitetura moderna. Recebe a influência direta do movimento moderno europeu e mais especificamente de Le Corbusier. Aqui no Brasil encontramos influencias de Oscar Niemeyer.


Em Brasília
Distrito Federal – NOVACAP
Torre de Televisão e Jardim do Eixo Monumental
Projeto do Prof. Lúcio Costa
Conclusão da Base, Montagem da Estrutura Siderúrgica Nacional
E Ajardinamento Realizado em 1965 e 1966.
Presidente da República
Mal. Humberto de Alencar Castello Branco
Prefeito do Distrito Federal
ENG° Plínio Cantanhede
Superintendente da NOVACAP
ENG° Jose Luiz Pinto Coelho de Oliveira
Brasília 9 de Março de 1967.


Foto  19/06/2011  11h03 min




O Eixo Monumental é uma área aberta no centro de Brasília onde se situa a Esplanada dos Ministérios. O gramado retangular da área é cercado por duas amplas pistas, que formam a principal avenida da cidade, onde muitos edifícios públicos, monumentos e memoriais estão localizados. 






























Foto 19/06/2011  11h18 min

Biblioteca nacional de Brasília 


















Foto 19/06/2011  11h03 min

Fonte Luminosa da Torre de TV - Revitalização com patrocínio  da Eletrobras - Centrais Elétricas Brasileiras S.A
Brasília setembro de 2010


















Foto 19/06/2011  11h31min

O Engenho Colonial (Noemi)

Engenho Uruaé (Goiana e Condado)

O engenho, a grande propriedade produtora de açúcar, era constituído,
basicamente, por dois grandes setores: o agrícola - formado pelos
canaviais -, e o de beneficiamento - a casa-do-engenho, onde a
cana-de-açúcar era transformada em açúcar e aguardente.
No engenho havia várias construções: a casa-grande, moradia do senhor
e de sua família; a senzala, habitação dos escravos; a capela; e a
casa do engenho.


Antiga casa do engenho de Cruzeiro – Ceará

Canaviais, pastagens e lavoura de subsistência formavam as terras do engenho. Na lavoura destacava-se o cultivo da mandioca, do milho, do arroz e do feijão. Tais produtos eram cultivados para servir de alimento. Mas sua produção insuficiente não atendia às necessidades da população do engenho. Isto porque os senhores não se interessavam pelo cultivo. Consideravam os produtos de baixa lucratividade e prejudiciais ao espaço da lavoura açucareira, centro dos interesses da colonização. As demais atividades eram deixadas num segundo plano, ocasionando grande falta de alimentos e alta dos preços. Esse problema não atingia os senhores, que importavam os produtos da Europa para sua alimentação.

Pintura em que Debret relata a punição, à um escravo.
Pintura de Debret, relata os escravos em um caminho em direção à senzala

Imagem
em que Debret relata a Casa de Engenho

A parte das terras do engenho destinada ao cultivo da cana - o canavial - era dividida em partidos, explorados ou não pelo proprietário. As terras não exploradas pelo senhor do engenho eram cedidas aos lavradores, obrigados a moer sua cana no engenho do proprietário, entregando-lhe a metade de sua produção, além de pagar o aluguel da terra usada (10% da produção).
OBSERVAÇÃO: Professor postei pelo login do Cleber pois não consegui abrir o convite. Noemi

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

VITRAIS DO MERCADO MUNICIPAL DE SÃO PAULO


Nos vitrais, a pintura complementa o colorido dos vidros, serve para a criação de sombras e tonalidades, para o aprimoramento das formas, para a modulação da luz. A arte do vitral desenvolveu-se enormemente durante o período medieval, momento em que, com a afirmação do gótico como expressão da arquitetura, as composições de vidros coloridos passaram a vedar grandes superfícies das igrejas e, além das funções decorativas, ganharam funções pedagógicas, ensinando aos fiéis, por meio de imagens, a vida de Cristo, dos Santos e passagens da Bíblia.
Entre os séculos XIV e XVI, os vitrais passaram a ser utilizados como formas de iluminação dos ambientes e a pintura dos vidros adotou a perspectiva, o que tornava os vitrais semelhantes aos quadros. Sua utilização ampliou-se dos espaços públicos, em especial das igrejas, para os ambientes privados, como palácios e sedes de corporações. As representações neles contidas se estenderam, então, para a heráldica, para as epopeias, para as caçadas e para a mitologia.
No Estado de São Paulo, a utilização de vidros coloridos e pintados, montados em perfis de chumbo para decoração e iluminação de ambientes, correspondeu à fase moderna do desenvolvimento da arte de produzir vitrais. Na capital, ampliou-se a partir da virada do século passado, com a expansão de novos bairros, a monumentalização dos edifícios públicos e o requinte arquitetônico das residências.
Até hoje vitrais de edifícios públicos paulistanos, como os do Palácio da Justiça e do Mercado Municipal, causam admiração pela proporção, beleza e integração com o projeto arquitetônico. Representando temas históricos ou referentes às funções públicas dos edifícios, as imagens formam um conjunto das representações que, a partir do fim do século anterior, criaram e reafirmaram um perfil de São Paulo diante do Brasil.
Sob esse ponto de vista, os vitrais, além de peças de arte, constituem importantes documentos históricos. Eles nos falam do forjar de ideias que se tornaram referência e moldam nossa relação com o passado e com o presente, justificando papeis e responsabilidades sociais. Produtos materiais de cultura, parte de nosso patrimônio histórico e objetos de fruição de beleza, os vitrais expressam por meio do poder das imagens a tradição, a excelência econômica e cultural de São Paulo, o trabalho, a determinação e o progresso.
Outras possibilidades de criação do vitral podem ser observadas no Mercado Municipal de São Paulo, 1933, que apresentam um tom quase jornalístico a temática dos vitrais. Ali aparece o homem flagrado no momento de seu trabalho: alimentando animais de criação, colhendo café, transportando bananas, tocando o gado. Cenas da agricultura, avicultura, pecuária, mostrando agricultores trabalhando de forma bem rudimentar, numa época anterior à mecanização. Tudo retratado dentro de um realismo fotográfico no que diz respeito à paisagem, à proporção e à profundidade dos elementos representados, buscando a autenticidade das informações. 

Cenas do cotidiano da vida no campo na décade de 30

Plantação de café

Agricultores trabalhando na lavoura 

A colheita e o  transporte de bananas

Boiadeiro conduzindo a manada de bois através do rio

Os 5 vitrais que retratam cenas da vida no campo, estes foram criados por Conrado Sorgenicht Filho que já tinha a tradição na família, cuja técnica foi trazida da Alemanha no século XIX pelo seu pai, Conrado Sorgenicht.
Conrado Sorgenicht (filho) andou pelas fazendas do interior do Estado de São Paulo, acompanhado de seu filho Conrado (neto), que já trabalhava no ateliê desde 1922, fotografando lavouras para registrar as ferramentas utilizadas, os meios de transporte, os animais de pequeno porte sendo criados soltos. Inspirados nestas fotos, o vitral foi criado.
A criação dos vitrais levou 5 anos. Os vitrais foram restaurados no final dos anos 80 por Conrado Sorgenicht neto.



Textos extraidos dos sites:

A arquitetura neoclássica

A transformação da arquitetura barroca para a arquitetura neoclássica em 1750 à 1900 aconteceu em meio a transformações sociais ocorridas com o iluminismo, com a revolução francesa, entre outras que garantiram novos ideais da época como a retomada a equilibrada e democrática antiguidade clássica, teve início na França e na Inglaterra sob a influência do arquiteto Palladio.

No Barroco a natureza era integrada a arquitetura como um ornamento, portanto agora essa forma de constituir arquitetura foi substituída por uma separação que distanciou o homem da natureza Os artistas neoclássicos queriam substituir a trivialidade do barroco e rococó por um estilo lógico, de tom solene e austero. O Neoclassicismo foi concebido por duas razões: a primeira foi o avanço do homem em controlar a natureza e a segunda foi uma mudança na maneira de pensar do homem como conseqüência as transformações que ocorriam naquele momento que originaram uma nova cultura apropriada para ao estilo de vida burguês, já q a aristocracia era decadente as encomendas já não vinham do clero e da nobreza, mas da alta burguesia, mecenas incondicionais da nova estética. Neste contexto houve o estimulo da maior produção e novos conhecimentos que despertaram novas instituições técnicas e também o aparecimento de ciências humanistas do Iluminismo. Quando os movimentos revolucionários estabeleceram repúblicas na França e América do Norte, os novos governos adotaram o neoclassicismo como estilo oficial por relacionarem a democracia com a antiga Grécia e República Romana.

Então os arquitetos procuraram reavaliar a antiguidade sem simplesmente copiar, com a ajuda da arqueologia foram feitas escavações na Grécia e Roma, então arquitetos, pintores e escultores encontraram um modelo para seguir e obedecer aos princípios básicos dessa arte, ,assim foi possível a realização da obra de um arquiteto chamado Giovani Battista Piranesi que defendia a elevação da arquitetura em seu mais alto nível através dos etruscos e romanos(anteriores aos gregos), essas qualidades adquiriram força graças a infinita grandeza das imagens que retratou.

Na Inglaterra o Paladianismo se inicia com o conde Burlington, mas em 1750 começam a buscar assiduamente a base da arquitetura romana. No final do século XVII Claude Perrault questiona a validade das proporções vitruvianas do modo como elas foram recebidas e apuradas pela teoria clássica. A contestação da ortodoxia vitruviana foi codificada por Cordemoy, o qual substituiu os atributos vitruvianos da arquitetura pelas três características: ordem, distribuição e conveniência que se baseiam na proporção correta do clássico, a sua perfeita disposição e a sua adequação, nisso ele se preocupava com a pureza geométrica e acreditava que as construções em grande parte não pediam ornamento, o abade Laugier reinterpretou Cordemoy e propôs uma arquitetura universal a “cabana primitiva”, a qual consistia em quatro troncos de árvore que sustenta um telhado rústico, as colunas deveriam ser o mais possível fechadas por vidros, e assim Jaques German Soufflot o fez no projeto da igreja de Sainte Geneviève(figura 1), em Paris.

J.F.Blondel, após abrir sua escola de arquitetura em 1743, se tornou o mestre da chamada geração “visionária” de arquitetos” entre eles Ledoux. Blondel no seu curso de arquitetura, refere-se a Sainte Genevieve, outro arquiteto que influenciou o movimento foi Boullée que é autor de edifícios tão vastos que eram impossíveis de serem colocados em pratica, em meio disso a era napoleônica pedia estruturas úteis de grandeza, autoridade e realizadas de maneira mais econômica possível, assim Boullée com seus vastos volumes foi estudado para a obtenção da arquitetura daquela ordem, naquele momento. Ledoux projetou a fabrica de sal semicircular que foi um dos primeiros experimentos de arquitetura industrial, ele ampliou a idéia de uma fisionomia para a arquitetura a fim de simbolizar a intenção social com símbolos convencionais ou isomorfismo.

Assim temos vários exemplos de arquitetos das novas instituições burguesas que sofreram essa transformação, entre eles está Schinkel que foi influenciado pelo gótico com sua experiência na Itália, porém a combinação de idealismo político e orgulho militar exigiu uma busca ao clássico. A linha Neoclássica de Blondel foi retornada em meados do século XIX na carreira de Henri Labrouste, este foi nomeado arquiteto da biblioteca Sainte Genevieve(figura 2) em Paris, essa obra implicava em uma nova estética, cujo potencial só seria realizado na obra construtiva do séc. XX. Em meados do séc XIX o neoclássico se dividiu em dois, o classicismo estrutural(de Labrouste) e o Romântico( de Schinkel), a primeira se concentrou em obras como prisões, hospitais, estações ferroviárias e a outra em museus, bibliotecas,etc. temos um exemplo do classicismo estrutural com Auguste Choisy com seu Tratado da arte de construir, também tinha sua concepção gráfica que era compreendida em planta, corte e elevações, a qual foi apreciada pelos pioneiros do Movimento Moderno na virada do século. Choisy encontra seu paralelo na caracterização do dórico com estrutura de madeira transposta para a alvenaria, o mesmo foi praticado pelo seu discípulo Perret que detalhou suas obras de concreto armado no estilo tradicional da madeira. Julien Gaudet que em seu curso Elementos e teoria da arquitetura influenciou Perret e Garnier na escola Beaux Arts, com eles os princípios da composição elementarista clássica passaram aos arquitetos pioneiros do século XX.

Descrição: Arquitetura-neoclássica-1

Figura 1- Igreja de Sainte Geneviève, em Paris.

Descrição: Arquitetura-neoclássica-2

Figura 2- Biblioteca Sainte Geneviève, em Paris.

Referencias:

FRAMPTON, Kenneth. História Crítica da Arquitetura Moderna. São Paulo, Martins Fontes 1997

GIEDION, Sigfried. Espaço, Tempo e Arquitetura. São Paulo, Martins Fontes, 2004

BENEVOLO, Leonardo. História de la arquitectura moderna; trad. M. Galfetti e J. D. Atauri – 2ª ed. Barcelona: Gustavo Gili, 1974. Edição em português . História da Arquitetura Moderna. São Paulo, Editora Perspectiva. 3ed. 2001.





ARQUITETURA

Tanto nas construções civis quanto nas religiosas, a arquitetura neoclássica seguiu o modelo dos templos greco-romanos ou o das edificações do Renascimento italiano.


Exemplos dessa arquitetura são a igreja de Santa Genoveva, transformada depois no Panteão Nacional, em Paris, e a Porta do Brandemburgo, em Berlim.






Características gerais
Para definir os contornos da teoria neoclássica, é preciso contrapô-la à teoria clássica. Esta última caracteriza-se por analisar o sistema econômico principalmente no âmbito da produção, e numa perspectiva de longo prazo. Nessa situação em que se faz abstração dos desequilíbrios e das flutuações de curto prazo, as taxas de lucro calculadas em relação aos preços de oferta dos bens de capital são uniformes, assim como são uniformes as remunerações da força de trabalho e dos recursos naturais considerados qualitativamente homogêneos. Pressupõe-se que haja livre competição, e que não existam barreiras à entrada nas diversas indústrias. No estado de longo prazo, os preços são ditos naturais ou de produção, porque refletem as condições de reprodução da economia capitalista de mercado.
Os economistas clássicos, assim como Marx, acreditavam que o sistema econômico funcionava sob uma lei de tendência à igualação das taxas de lucro nos diferentes setores e ramos da economia. Segundo eles, os capitais, principalmente na forma monetária, saiam dos ramos com taxas de lucro mais baixas, para entrar naqueles com taxas de lucro acima da média. E isto ocorria devido à ação dos empresários capitalistas que buscavam persistentemente a valorização de seus capitais no mais alto nível possível. Dada a alta mobilidade do capital e uma certa mobilidade da força de trabalho, a alocação dos capitais nos diversos setores industriais e agrícolas acabava gerando uma tendência para a uniformização das taxas lucro e das remunerações dos demais agentes da produção. Neste sentido, os preços de produção apareciam para eles, ao mesmo tempo, como possibilidades que são reais porém improváveis. De qualquer modo, eles funcionavam como centros de gravidade dos preços de mercado, que supostamente refletiam as condições contingentes do processo econômico em cada lugar e a cada momento do tempo.
No que se refere à repartição, a teoria clássica caracterizava-se por uma falta de assimetria no tratamento das diferentes parcelas recebidas pelas diversas classes sociais. A longo prazo, os salários mais baixos da escala de remunerações tendiam a ser determinados pelo nível social de subsistência; fora desse estado, eles flutuavam em torno desse valor, em função da demanda e da oferta de força de trabalho. Deduzindo do montante das vendas efetivadas nos mercados os salários pagos, assim como os valores necessários para repor os meios de produção gastos no processo produtivo, chegavam aos lucros, que eram vistos como um excedente, mediante o qual os capitalistas remuneravam as classes possuidoras: fossem eles próprios proprietários do capital, fossem os proprietários dos recursos naturais empregados na produção. Assim, a renda da terra era determinada, segundo eles, pela possibilidade de remuneração daquelas parcelas de solo menos férteis, mais distantes etc. que podiam ser empregadas na agricultura e na pecuária somente na falta de parcelas melhores, e que eram chamadas, por isso, de marginais.
A teoria neoclássica tradicional  de Marshall, Jevons, Walras, Menger etc. , nascida na última terça parte do século XIX como um desvio de curso que vai se afastando progressivamente da corrente da teoria clássica, continuou analisando a economia capitalista dentro do mesmo contexto de longo prazo. Entretanto, ela modificou algo essencial na tradição de que se originou, mas com a qual veio romper. A mudança fundamental desse novo curso de análise econômica, que não parou de engrossar durante todo o século XX, deu-se na teoria da repartição.
Dessa forma, a marca distintiva da teoria neoclássica  ou das teorias neo-clássicas, para ser mais preciso vem a ser o tratamento simétrico dado às diversas parcelas da renda. Assim, os salários, os lucros e as rendas passam a ser vistos como partes determinadas pelas interseções das ofertas e das demandas, em níveis que se igualam, sob a suposição de que a economia se encontra em equilíbrio, aos valores dos produtos marginais dos chamados serviços. A força de trabalho, os recursos naturais e os meios de produção reprodutíveis (também chamados de capitais físicos) vêm a ser denominados indistintamente fatores de produção. Como tais, eles passam a ser vistos como capazes de gerar serviços que contribuem para a efetivação do processo produtivo. Dentro desse suposto, as chamadas "condições marginais" tornaram-se, então, associadas às remunerações de todas as classes sociais, agora vistas indistintamente como fornecedoras de serviços.

 

Essa teoria neoclássica em sentido amplo nasceu em diversos países, sob culturas econômicas algo diferentes, quase ao mesmo tempo  ou seja, na década de 1870. Entre os pioneiros acham-se Hermann Heinrich Gossen, na Alemanha; Carl Menger, na Áustria; Léon Walras, na Suíça; Stanley Jevons e Alfred Marshall, na Inglaterra. Todos esses autores centraram sua análise num indivíduo genérico isento de relações sociais, que busca atender ao seu próprio interesse, e que se orienta invariavelmente por suas preferências subjetivas. Sobre essa base, erigiram o que veio a ser chamado de microeconomia, um ramo da teoria econômica que se concentrou inicialmente na análise do mercado de concorrência, no qual cada agente econômico pode ser tratado como independente dos demais. A teoria neoclássica, em geral, teve desde o início o objetivo central de mostrar como um mercado funciona quando tais átomos sociais dançam, por assim dizer, a música dos preços.
Devido a tudo isso, os diversos ramos da teoria neoclássica costumam ser classificados pela origem geográfica, distinguindo-se, então, as escolas francesas, inglesas e austríacas pelo menos. Entretanto, ao se procurar uma compreensão mais profunda da origem intelectual dessa teoria, não se pode deixar de considerar o tratamento que os diferentes autores deram ao conceito de capital. Isto porque a motivação mais profunda para a criação dessa teoria veio a ser o desvincula mento dos lucros e da origem dos lucros do movimento ilimitado da acumulação de capital. Esta conexão, que aparece de modo mais ou menos velado nas obras dos economistas clássicos, havia alcançado nos textos de Marx um sentido muito claro. Marx estabelecera uma relação de imanência entre a exploração e a pobreza relativa da classe operária com o movimento sem fim do capital e a conseqüente riqueza crescente dos proprietários dos meios de produção.
Assim, todas as versões da teoria neoclássica partiram da suposição de que a economia é formada por um conjunto de agentes econômicos, e que estes são possuidores, de um lado, de preferências ou escalas de utilidade e, do outro, de dotações de fatores, dentre as quais se incluem determinadas "quantidades de capital". A tarefa, então, de todas elas foi a de mostrar como o "mecanismo de mercado", por meio da produção, da circulação e da repartição, faz um casamento ótimo ou quase ótimo entre o emprego dos fatores e a satisfação dos consumidores. Sem que nenhuma dessas versões tenha deixado de cair em dificuldades, paradoxos e contradições, elas podem ser agrupadas em três: aquelas que conceberam o capital como um fundo de subsistência (Jevons, Böhm-Bawerk e outros), aquelas em que o capital é tratado como um estoque de valor (Wicksell, J. B. Clark, Marshall etc.) e aquelas em que ele é considerado como um simples gênero, constituído por uma coleção de quantidades de bens de produção com diferentes qualidades físicas e que prestam diferentes serviços produtivos (Walras).
Há várias versões da teoria neoclássica em uso atualmente no ensino e na pesquisa em Economia. Há uma versão macroeconômica, que se caracteriza por empregar variáveis agregadas como produto nacional, consumo, renda, quantidade de moeda etc., em especial, a noção de função de produção agregada, na qual entram grosso modoos fatores de produção capital, trabalho e terra. Esta versão originou-se de algum modo sob influência da economia política de Keynes e de sua preocupação característica de tratar o sistema econômico como um todo passível de regulação. Há uma versão microeconômica, em que os fatores de produção são considerados, um a um, como quantidades homogêneas, e os consumidores e as firmas são agentes que tomam decisões individualmente.
É importante notar, nesse ponto, que a própria microeconomia que veio a predominar no final do século XX, e que exerce atualmente uma influência avassaladora no ensino dessa disciplina tem duas versões  uma delas denominada de equilíbrio parcial, e a outra chamada de equilíbrio geral. A primeira, empregada mais na análise de situações concretas, tem sua origem nas formulações teóricas de Marshall, e se preocupa em analisar o consumidor, a firma etc. em relativo isolamento do resto da economia. A segunda versão, mais própria para um estilo de teorização platônico, tem as suas raízes nos desenvolvimentos teóricos de Walras, em que todos os mercados são tratados em conjunto. Esta última não analisa a economia em estado de longo prazo, passando a utilizar os conceitos de equilíbrio intertemporal e de equilíbrio temporário.
Em ambas essas versões, entretanto, o capital é tratado como uma coleção de bens. Nos trabalhos empíricos, face à enorme heterogeneidade dos bens de produção, o capital é considerado como um agregado e, nessa condição ambígua, entra na função de produção cuja lógica vem a ser subtrair o tempo do processo de produção.http://julirossi.blogspot.com/2008/06/neoclssico.html
http://www.slideshare.net/hcaslides/panteo-de-paris

Neoclassico

Neoclassico



O neoclassicismo é um movimento artístico que, a partir do final do século XVIII, reagiu ao barroco e ao rococó, e reviveu os princípios estéticos da antigüidade clássica, atingindo sua máxima expressão por volta de 1830. Não foi apenas um movimento artístico, mas cultural, refletindo as mudanças que ocorrem no período, marcada pela ascensão da burguesia. Essas mudanças estão relacionadas ao racionalismo de origem iluminista, a formação de uma cultura cosmopolita e profana;

A pregação da tolerância; a reação contra a aristocracia e a Revolução Industrial inglesa.
Entre as mudanças filosóficas, ocorridas com o iluminismo, e as sociais, com a revolução francesa, a arte deveria tornar-se eco dos novos ideais da época: subjetivismo, liberalismo, ateísmo e democracia. Esses foram os elementos utilizados para reelaborar a cultura da antigüidade clássica, greco-romana.
No século XVIII, as rápidas e constantes mudanças acabaram por dificultar o surgimento de um novo estilo artístico. O melhor seria recorrer ao que estivesse mais à mão: a equilibrada e democrática antigüidade clássica. E foi assim que, com a ajuda da arqueologia (Pompéia tinha sido descoberta em 1748), arquitetos, pintores e escultores logo encontraram um modelo a seguir.
Surgiram os primeiros edifícios em forma de templos gregos, as estátuas alegóricas e as pinturas de temas históricos. As encomendas já não vinham do clero e da nobreza, mas da alta burguesia, mecenas incondicionais da nova estética. A imagem das cidades mudou completamente. Derrubaram-se edifícios e largas avenidas foram traçadas de acordo com as formas monumentais da arquitetura renovada, ainda existente nas mais importantes capitais da Europa.
http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=382