quinta-feira, 8 de dezembro de 2011





ARQUITETURA

Tanto nas construções civis quanto nas religiosas, a arquitetura neoclássica seguiu o modelo dos templos greco-romanos ou o das edificações do Renascimento italiano.


Exemplos dessa arquitetura são a igreja de Santa Genoveva, transformada depois no Panteão Nacional, em Paris, e a Porta do Brandemburgo, em Berlim.






Características gerais
Para definir os contornos da teoria neoclássica, é preciso contrapô-la à teoria clássica. Esta última caracteriza-se por analisar o sistema econômico principalmente no âmbito da produção, e numa perspectiva de longo prazo. Nessa situação em que se faz abstração dos desequilíbrios e das flutuações de curto prazo, as taxas de lucro calculadas em relação aos preços de oferta dos bens de capital são uniformes, assim como são uniformes as remunerações da força de trabalho e dos recursos naturais considerados qualitativamente homogêneos. Pressupõe-se que haja livre competição, e que não existam barreiras à entrada nas diversas indústrias. No estado de longo prazo, os preços são ditos naturais ou de produção, porque refletem as condições de reprodução da economia capitalista de mercado.
Os economistas clássicos, assim como Marx, acreditavam que o sistema econômico funcionava sob uma lei de tendência à igualação das taxas de lucro nos diferentes setores e ramos da economia. Segundo eles, os capitais, principalmente na forma monetária, saiam dos ramos com taxas de lucro mais baixas, para entrar naqueles com taxas de lucro acima da média. E isto ocorria devido à ação dos empresários capitalistas que buscavam persistentemente a valorização de seus capitais no mais alto nível possível. Dada a alta mobilidade do capital e uma certa mobilidade da força de trabalho, a alocação dos capitais nos diversos setores industriais e agrícolas acabava gerando uma tendência para a uniformização das taxas lucro e das remunerações dos demais agentes da produção. Neste sentido, os preços de produção apareciam para eles, ao mesmo tempo, como possibilidades que são reais porém improváveis. De qualquer modo, eles funcionavam como centros de gravidade dos preços de mercado, que supostamente refletiam as condições contingentes do processo econômico em cada lugar e a cada momento do tempo.
No que se refere à repartição, a teoria clássica caracterizava-se por uma falta de assimetria no tratamento das diferentes parcelas recebidas pelas diversas classes sociais. A longo prazo, os salários mais baixos da escala de remunerações tendiam a ser determinados pelo nível social de subsistência; fora desse estado, eles flutuavam em torno desse valor, em função da demanda e da oferta de força de trabalho. Deduzindo do montante das vendas efetivadas nos mercados os salários pagos, assim como os valores necessários para repor os meios de produção gastos no processo produtivo, chegavam aos lucros, que eram vistos como um excedente, mediante o qual os capitalistas remuneravam as classes possuidoras: fossem eles próprios proprietários do capital, fossem os proprietários dos recursos naturais empregados na produção. Assim, a renda da terra era determinada, segundo eles, pela possibilidade de remuneração daquelas parcelas de solo menos férteis, mais distantes etc. que podiam ser empregadas na agricultura e na pecuária somente na falta de parcelas melhores, e que eram chamadas, por isso, de marginais.
A teoria neoclássica tradicional — de Marshall, Jevons, Walras, Menger etc. —, nascida na última terça parte do século XIX como um desvio de curso que vai se afastando progressivamente da corrente da teoria clássica, continuou analisando a economia capitalista dentro do mesmo contexto de longo prazo. Entretanto, ela modificou algo essencial na tradição de que se originou, mas com a qual veio romper. A mudança fundamental desse novo curso de análise econômica, que não parou de engrossar durante todo o século XX, deu-se na teoria da repartição.
Dessa forma, a marca distintiva da teoria neoclássica — ou das teorias neo-clássicas, para ser mais preciso —vem a ser o tratamento simétrico dado às diversas parcelas da renda. Assim, os salários, os lucros e as rendas passam a ser vistos como partes determinadas pelas interseções das ofertas e das demandas, em níveis que se igualam, sob a suposição de que a economia se encontra em equilíbrio, aos valores dos produtos marginais dos chamados serviços. A força de trabalho, os recursos naturais e os meios de produção reprodutíveis (também chamados de capitais físicos) vêm a ser denominados indistintamente fatores de produção. Como tais, eles passam a ser vistos como capazes de gerar serviços que contribuem para a efetivação do processo produtivo. Dentro desse suposto, as chamadas "condições marginais" tornaram-se, então, associadas às remunerações de todas as classes sociais, agora vistas indistintamente como fornecedoras de serviços.

 

Essa teoria neoclássica em sentido amplo nasceu em diversos países, sob culturas econômicas algo diferentes, quase ao mesmo tempo — ou seja, na década de 1870. Entre os pioneiros acham-se Hermann Heinrich Gossen, na Alemanha; Carl Menger, na Áustria; Léon Walras, na Suíça; Stanley Jevons e Alfred Marshall, na Inglaterra. Todos esses autores centraram sua análise num indivíduo genérico isento de relações sociais, que busca atender ao seu próprio interesse, e que se orienta invariavelmente por suas preferências subjetivas. Sobre essa base, erigiram o que veio a ser chamado de microeconomia, um ramo da teoria econômica que se concentrou inicialmente na análise do mercado de concorrência, no qual cada agente econômico pode ser tratado como independente dos demais. A teoria neoclássica, em geral, teve desde o início o objetivo central de mostrar como um mercado funciona quando tais átomos sociais dançam, por assim dizer, a música dos preços.
Devido a tudo isso, os diversos ramos da teoria neoclássica costumam ser classificados pela origem geográfica, distinguindo-se, então, as escolas francesas, inglesas e austríacas pelo menos. Entretanto, ao se procurar uma compreensão mais profunda da origem intelectual dessa teoria, não se pode deixar de considerar o tratamento que os diferentes autores deram ao conceito de capital. Isto porque a motivação mais profunda para a criação dessa teoria veio a ser o desvincula mento dos lucros e da origem dos lucros do movimento ilimitado da acumulação de capital. Esta conexão, que aparece de modo mais ou menos velado nas obras dos economistas clássicos, havia alcançado nos textos de Marx um sentido muito claro. Marx estabelecera uma relação de imanência entre a exploração e a pobreza relativa da classe operária com o movimento sem fim do capital e a conseqüente riqueza crescente dos proprietários dos meios de produção.
Assim, todas as versões da teoria neoclássica partiram da suposição de que a economia é formada por um conjunto de agentes econômicos, e que estes são possuidores, de um lado, de preferências ou escalas de utilidade e, do outro, de dotações de fatores, dentre as quais se incluem determinadas "quantidades de capital". A tarefa, então, de todas elas foi a de mostrar como o "mecanismo de mercado", por meio da produção, da circulação e da repartição, faz um casamento ótimo ou quase ótimo entre o emprego dos fatores e a satisfação dos consumidores. Sem que nenhuma dessas versões tenha deixado de cair em dificuldades, paradoxos e contradições, elas podem ser agrupadas em três: aquelas que conceberam o capital como um fundo de subsistência (Jevons, Böhm-Bawerk e outros), aquelas em que o capital é tratado como um estoque de valor (Wicksell, J. B. Clark, Marshall etc.) e aquelas em que ele é considerado como um simples gênero, constituído por uma coleção de quantidades de bens de produção com diferentes qualidades físicas e que prestam diferentes serviços produtivos (Walras).
Há várias versões da teoria neoclássica em uso atualmente no ensino e na pesquisa em Economia. Há uma versão macroeconômica, que se caracteriza por empregar variáveis agregadas como produto nacional, consumo, renda, quantidade de moeda etc., em especial, a noção de função de produção agregada, na qual entram grosso modoos fatores de produção capital, trabalho e terra. Esta versão originou-se de algum modo sob influência da economia política de Keynes e de sua preocupação característica de tratar o sistema econômico como um todo passível de regulação. Há uma versão microeconômica, em que os fatores de produção são considerados, um a um, como quantidades homogêneas, e os consumidores e as firmas são agentes que tomam decisões individualmente.
É importante notar, nesse ponto, que a própria microeconomia que veio a predominar no final do século XX, e que exerce atualmente uma influência avassaladora no ensino dessa disciplina tem duas versões — uma delas denominada de equilíbrio parcial, e a outra chamada de equilíbrio geral. A primeira, empregada mais na análise de situações concretas, tem sua origem nas formulações teóricas de Marshall, e se preocupa em analisar o consumidor, a firma etc. em relativo isolamento do resto da economia. A segunda versão, mais própria para um estilo de teorização platônico, tem as suas raízes nos desenvolvimentos teóricos de Walras, em que todos os mercados são tratados em conjunto. Esta última não analisa a economia em estado de longo prazo, passando a utilizar os conceitos de equilíbrio intertemporal e de equilíbrio temporário.
Em ambas essas versões, entretanto, o capital é tratado como uma coleção de bens. Nos trabalhos empíricos, face à enorme heterogeneidade dos bens de produção, o capital é considerado como um agregado e, nessa condição ambígua, entra na função de produção cuja lógica vem a ser subtrair o tempo do processo de produção.http://julirossi.blogspot.com/2008/06/neoclssico.html
http://www.slideshare.net/hcaslides/panteo-de-paris

Neoclassico

Neoclassico



O neoclassicismo é um movimento artístico que, a partir do final do século XVIII, reagiu ao barroco e ao rococó, e reviveu os princípios estéticos da antigüidade clássica, atingindo sua máxima expressão por volta de 1830. Não foi apenas um movimento artístico, mas cultural, refletindo as mudanças que ocorrem no período, marcada pela ascensão da burguesia. Essas mudanças estão relacionadas ao racionalismo de origem iluminista, a formação de uma cultura cosmopolita e profana;

A pregação da tolerância; a reação contra a aristocracia e a Revolução Industrial inglesa.
Entre as mudanças filosóficas, ocorridas com o iluminismo, e as sociais, com a revolução francesa, a arte deveria tornar-se eco dos novos ideais da época: subjetivismo, liberalismo, ateísmo e democracia. Esses foram os elementos utilizados para reelaborar a cultura da antigüidade clássica, greco-romana.
No século XVIII, as rápidas e constantes mudanças acabaram por dificultar o surgimento de um novo estilo artístico. O melhor seria recorrer ao que estivesse mais à mão: a equilibrada e democrática antigüidade clássica. E foi assim que, com a ajuda da arqueologia (Pompéia tinha sido descoberta em 1748), arquitetos, pintores e escultores logo encontraram um modelo a seguir.
Surgiram os primeiros edifícios em forma de templos gregos, as estátuas alegóricas e as pinturas de temas históricos. As encomendas já não vinham do clero e da nobreza, mas da alta burguesia, mecenas incondicionais da nova estética. A imagem das cidades mudou completamente. Derrubaram-se edifícios e largas avenidas foram traçadas de acordo com as formas monumentais da arquitetura renovada, ainda existente nas mais importantes capitais da Europa.
http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=382

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

O Hotel de Gelo - Jukkasjärvi, Suécia - VIDEO

O Hotel de Gelo - Jukkasjärvi, Suécia




O Ice Hotel, está situado na vila Jukkasjärv, as margens do rio Torne, na região da Lapônia, norte da Suécia.

Todos os anos o hotel é construído com mais de 4 mil toneladas de gelo, que vem do rio Torne, e neve durante o inverno escandinavo, quando a temperatura média alcança 3º C negativos.

Em uma área de aproximadamente 5 mil metros quadrados, o hotel de gelo é construido em torno de 5 semanas.



Tudo no hotel é feito de gelo, inclusive as mesas, camas e esculturas que decoram os ambientes, tudo é feito a partir de grande blocos congelados que são talhados por diferentes artistas.

Cada ano o hotel é desenhado por um artista diferente.Muitos artistas são convidados para apresentar sua arte e design, esculturas e projetos no Ice hotel, são desenhistas, arquitetos, artistas e decoradores que dão performance de design criativo que conta com mais de 40 artistas de todo o mundo que se propõem a usar o gelo e neve como matérias-primas.

Sua primeira construção iniciou em 1990, quando fizeram uma exibição de arte no gelo construindo um iglu sobre o rio Torne, a partir de então, o artista e idealizador francês Jannot Derid, teve a idéia de construir um hotel onde pudesse atrair mais pessoas durante todos os anos, para matar a curiosidade de como seria dormir em um iglu gigante.

O hotel possui 80 quartos e suítes, recepção, igreja, cinema, sauna de gelo, museu, teatro, um bar chamado Absolut Ice Bar, um lugar onde servem várias bebidas sofisticadas em copos de gelo.

Fora do hotel, a temperatura média é de 25º C negativos, mas na parte interna, são 4º C abaixo de zero. A temperatura ambiente é mantida devido à espessura do gelo.
Para conseguir passar a noite, o hotel oferece sacos de dormir especiais, projetados para essas baixas temperaturas e as camas estão cobertas com couro de rena, um curso com sugestões para dormir em baixas temperaturas também é oferecido.Todas as manhãs servem uma bebida quente, que é um dos serviços extras que já estão incluídos no preço do quarto.

Os preços de uma noite variam entre as 2500 a 6000 mil coroas suecas entre 260 e 630 euros.

Durante a primavera, toda a construção do Hotel se derrete, e as águas retornam para o rio Torne. No inverno seguinte, é reconstruído com novas formas e decoração, ao sabor dos criativos decoradores.